1. SEES 2.10.13

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  UMA UTOPIA REALIZADA
3. ENTREVISTA  PAULO SRGIO PINHEIRO  NO EXISTE UM LADO MAIS HUMANO
4. MALSON DA NBREGA  SOBRE A AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  COLESTEROL ALTO EM CRIANAS

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

A MELHOR DE TODAS...
Breaking Bad, a srie sobre um pacato professor de qumica do ensino mdio que se transforma num cruel criminoso no mundo das drogas, chega ao fim neste domingo. Reportagem no site de VEJA mostra por que essa  a melhor srie dramtica j produzida para a TV, deixando para trs sucessos como Famlia Soprano. 
...E A PIOR
A metanfetamina  quase uma personagem de Breaking Bad, Com seus conhecimentos de qumica desprezados em sala de aula, o protagonista da srie, Walter White,  capaz de produzir uma droga potente, que passa a ser procurada por viciados e disputada por traficantes. Em VEJA.com, saiba o que  a metanfetamina, como ela vicia e seus efeitos devastadores sobre o organismo.

CIGARRO ELETRNICO
O uso dos cigarros eletrnicos, ou e-cigarettes, cresce em progresso geomtrica. At o fim do ano, o comrcio de e-cigarettes deve atingir 2 bilhes de dlares no mundo. Nos Estados Unidos, a venda pulou de 50.000 unidades, em 2008, para 3,5 milhes, em 2012  mesmo com o alerta do FDA sobre a presena de substncias cancergenas. No Brasil, o produto foi vetado pela Anvisa em 2009, mas pode ser comprado de forma ilegal. Reportagem no blog de Ricardo Setti mostra os riscos do e-cigarette.

DIO AO DOLO
Foram-se os dias em que ser um astro do esporte era garantia de adorao irrestrita. Superexpostos, craques como Cristiano Ronaldo, Sebastian Vettel e Jon Jones muitas vezes so vaiados  mesmo quando brilham nos campos, pistas e octgonos. Reportagem do site de VEJA mostra como os dolos acabam atraindo a fria dos prprios fs de sua modalidade  e como o marketing esportivo e as redes sociais influem nisso. 

TIRO PELA CULATRA NO MARCO CIVIL
Diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundao Getulio Vargas, Ronaldo Lemos  um dos idealizadores do Marco Civil da internet. s vsperas da votao do projeto que estabelece regras para a web brasileira, o jurista se insurge contra uma proposta que o governo quer incluir no texto, obrigando servios como Google e Facebook a implantar data centers no pas. "Isso far com que as empresas fujam do Brasil e os brasileiros se tornem cidados de segunda classe nos servios americanos ou europeus", diz Lemos.


2. CARTA AO LEITOR  UMA UTOPIA REALIZADA
     Monica Weinberg, editora de Educao de VEJA e chefe da sucursal da revista no Rio de Janeiro, fez um mergulho em um tema da maior importncia para todos os brasileiros: o estado atual dos estudos a distncia via internet. Monica foi aos Estados Unidos, onde visitou os mais famosos centros de excelncia do ensino superior, como as universidades Harvard, Stanford e Berkeley. No Brasil, a jornalista Nathlia Butti falou com alguns dos milhares de brasileiros que conseguiram diplomas valiosos pela internet e foi ver como funcionam os mais bem-sucedidos centros on-line de educao de qualidade. 
     At os mais otimistas se surpreendero com o resultado da reportagem sobre esse assunto, que tem incio na pgina 102 da revista. Para comeo de conversa, quinze em cada 100 universitrios brasileiros frequentam aulas pela internet, algumas oferecidas pelas melhores universidades do mundo  e muitas delas absolutamente de graa. A reportagem deixa claro que essa tendncia  muito mais profunda e revolucionria do que parece  primeira vista, pois vai mudar radicalmente no apenas a maneira como as novas geraes vo frequentar a universidade, mas tambm o modelo de funcionamento das mais reputadas instituies de educao superior.  
     A reportagem mostra o caso de um portal de ensino no Brasil, o Veduca. que oferece um indito curso de MBA gratuito via internet  e s cobra de quem quiser receber, ao final, um diploma aprovado pelo MEC. Esse  um dos modelos de negcio. Nos Estados Unidos, as grandes universidades disponibilizam cursos gratuitos, mas comeam a vender grades inteiras de aulas a instituies de menor reputao que querem oferecer ensino de primeira linha a seus alunos. 
     A revoluo da educao de alto nvel via internet  uma realidade. Nesse campo, o futuro chegou. Conclui Monica: "J funcionam, e muito bem, classes globais frequentadas por alunos de toda parte ensinados pelos melhores professores do mundo.  um grande passo rumo  consolidao de uma das maiores conquistas da civilizao tecnolgica: a massificao da educao de excelncia". 


3. ENTREVISTA  PAULO SRGIO PINHEIRO  NO EXISTE UM LADO MAIS HUMANO
O brasileiro, responsvel pelos relatrios da ONU sobre a guerra civil na Sria, atribui as crueldades no pas ao crescente isolamento do governo e  ao de radicais religiosos.
DUDA TEIXEIRA

O cientista poltico carioca Paulo Srgio Pinheiro, de 69 anos, preside a Comisso Independente de Inqurito da ONU sobre a Sria desde agosto de 2011, cinco meses aps o incio do conflito armado. Com base nas informaes levantadas por uma equipe de 24 pesquisadores, que entrevistam refugiados e habitantes da Sria e fazem anlises militares, ele j apresentou onze relatrios  entidade. Por ser contratado da ONU, o professor da Universidade Brown, em Rhode Island, nos Estados Unidos, e pesquisador do Ncleo de Estudos da Violncia da USP evita nomear os pases que alimentam o conflito armado. Ao final da entrevista, ele fez um pedido: "No me chame de diplomata ou embaixador. Apesar de admir-los, no sou funcionrio do Itamaraty nem do Brasil". 

O que a guerra civil na Sria tem de mais assombroso? 
So os bombardeios contra civis. Desde 2012, o uso de caas e helicpteros do governo do presidente Bashar Assad contra prdios e bairros residenciais tornou-se uma constante. No nosso relatrio mais recente, que revela o cenrio dos ltimos trs meses, conclumos que doze das catorze provncias sofreram ataques regulares pelo ar. H um desprezo total pelas regras de engajamento militar, segundo as quais os civis devem ser poupados. Tambm no h respeito pelos feridos em combate. O governo tem dificultado o acesso dos mdicos a eles, o que  assegurado pelas convenes internacionais. H casos de helicpteros do governo que dispararam contra hospitais, algo inadmissvel. Um Estado sempre tem o direito de se defender, mas no de cometer crimes de guerra ou contra a humanidade, como est sendo feito. Para piorar, do lado dos rebeldes os mtodos empregados tm sido parecidos. No dia 16 de agosto, grupos ligados  Al Qaeda, como a frente Nusra, interceptaram uma ambulncia curda com o smbolo do Crescente Vermelho (a Cruz Vermelha nos pases muulmanos) na lataria. Mataram o motorista, o paciente e o enfermeiro. 

Um piloto de helicptero que atira contra um hospital perdeu os parmetros morais? 
Numa guerra, os valores mudam. Os militares cumprem ordens de seus superiores. At agora a cadeia de comando do Exrcito srio tem se caracterizado por uma estabilidade extraordinria. Entre os 100.000 soldados que esto combatendo do lado do governo, o moral est alto, embora eles estejam exaustos. Os que desertaram so engenheiros ou outros profissionais que no comandavam tropas. Entre os que lideravam soldados, s conheo um que fugiu. Todos os outros continuam firmes. Eles confiam no discurso oficial de que  preciso defender o Estado contra uma conspirao internacional e contra ataques de terroristas. Os militares srios, no importa a patente, acreditam estar lutando contra foras estrangeiras que querem desestabilizar seu pas. 

Eles no percebem que esto matando o prprio povo? 
Na verdade, eles se sentem respaldados por seus atos. Pelas nossas estimativas, mais da metade da populao apoia o presidente da Sria e se sente mais protegida pelo Exrcito do que pelos rebeldes. Entre os que apoiam Assad, h membros das diversas minorias religiosas, como cristos, drusos, ismaelitas e alauitas, mas tambm h sunitas, a corrente muulmana majoritria no pas. Muitos perceberam que sua vida ficou pior com a guerra. Apesar de a Sria ter um regime autoritrio, trata-se de uma sociedade secular, com um Estado laico. Assad no teria se mantido no poder por tanto tempo s pelo uso da fora, sem uma base de apoio. O erro das foras que combateram o governo srio no incio da guerra foi anunciar a todo momento que Assad cairia no dia seguinte. O conflito civil est no terceiro ano, e ele ainda est de p. Esse erro de avaliao deu-se porque muitos comparavam Assad a Muamar Kadafi, o ditador deposto na Lbia, um pas sem um Exrcito, um Estado e uma burocracia governamental fortes. Assad no  Kadafi, e a sociedade sria tinha bases mais slidas do que a Lbia. 

Que fatores elevaram o nvel de atrocidade na guerra civil? 
A intensificao dos horrores do conflito tem relao com a sensao de um Estado acuado lutando por sua sobrevivncia. Em 2011, isso no era to evidente. No segundo ano da guerra, contudo, quando os grupos sunitas armados que lutavam contra o governo passaram a ser apoiados por outros pases, o governo Assad, alauita, se viu encurralado. Foi ento que teve incio o bombardeio de reas residenciais sunitas pela aviao militar. Essa sensao de estar acuado, regional e internacionalmente, fez o governo srio multiplicar as crueldades. Os alauitas, que so 10% da populao, sabem que ou eles resistem, ou cairo depois. Se perderem, sero exterminados em seguida. Os cristos tm a mesma impresso, e  por isso que at agora no aderiram  revolta contra o governo. 

E qual  a motivao dos rebeldes para exterminar civis deliberadamente? 
 medida que a guerra civil se alastrou, outros grupos entraram em cena, como os extremistas estrangeiros e a Al Qaeda. Esse pessoal no est nem a para a populao civil. Eles executam, assassinam adversrios e at lutam entre si. As brigadas estrangeiras e os grupos extremistas hoje representam entre 10.000 e 20.000 combatentes. Basta olhar para o massacre da semana passada no shopping em Nairbi, no Qunia, invadido por um grupo da Al Qaeda, para se ter uma ideia do que est ocorrendo na Sria. Esse pessoal est lutando pela instalao de um regime religioso. Eles querem destroar alauitas e cristos, a quem consideram "infiis". Os extremistas no respeitam as regras mais bsicas da guerra, e tenho dvidas se seriam capazes de respeitar um cessar-fogo. Posso estar usando uma bola de cristal embaada, mas acho que vai ser muito problemtico conseguir fazer com que os extremistas aceitem se sentar a uma mesa de negociao. 

O que fez com que a compaixo e a noo de humanidade desaparecessem por completo entre soldados e rebeldes seculares? 
Esses dois conceitos no podem ser tratados abstratamente. S funcionam em uma sociedade civil estvel. Quando uma guerra civil tem incio, h valores que se sobrepem a esses e que movem o indivduo. Um soldado no acha que ser cobrado por falta de compaixo se estiver atacando o que considera alvos legtimos. Se ele fosse acometido por um sentimento assim, perderia o ofcio. Seu senso de humanidade  o mesmo de um torturador que, ao final de cada dia de trabalho, volta para casa e beija a mulher e os filhos. Os rebeldes, inclusive os homens-bomba, tambm no podem ser analisados sob o prisma da falta de humanidade ou de compaixo. Alm da psicopatologia individual de cada um, eles podem ter outras motivaes que, do seu ponto de vista, justificam os meios. 

Quais motivaes? 
Como eu disse antes, o objetivo deles no tem nada a ver com democracia, com direitos humanos ou com a agenda da ONU. Eles querem a instalao de um califado onde os infiis sero liquidados. Isso j acontece, por meio do assassinato e decapitao de cristos. Sabemos que algumas brigadas so totalmente compostas de estrangeiros. Ns encontramos a presena de mais de vinte nacionalidades na Sria. Esse pessoal e suas armas no caram do cu. Foram ajudados por outros pases e trazem uma agenda prpria. 

H batalhas entre eles? 
Essa  a grande novidade. Combatentes do grupo Estado Islmico do Iraque e do Levante, ligado  Al Qaeda, entraram em confronto com rebeldes mais moderados em 18 de setembro, perto da Turquia. Mataram ao menos cinco rivais, que controlavam a fronteira. Esse tipo de disputa aumentou depois que o mdico egpcio Ayman Zawahiri, que herdou de Osama bin Laden o comando da Al Qaeda, pediu que seus seguidores no mais colaborassem com os moderados. Ainda assim, acredito que esses confrontos entre rebeldes na Sria so menos por ideologia ou por religio e mais pelo controle de territrio. 

Por qu? 
Segundo um pesquisador francs, Fabrice Balanche, a Sria construda pelos Assad no  um Estado-nao, mas um Estado-territrios. Cada uma dessas reas tinha uma razovel autonomia. O regime, antes do conflito, estava em permanente negociao com os lderes desses territrios. Agora, para os rebeldes, especialmente os da Al Qaeda,  essencial garantir esse suporte local para ter acesso a mais recursos. Com o conflito, os rebeldes fundiram-se  paisagem compartimentada que j existia. 

Como explicar o rebelde canibal, que apareceu em maio na internet comendo o corao de um soldado? 
No conheo outro caso daquele.  bom para a televiso, para o YouTube, mas no  representativo. No h milhares de rebeldes comendo o corao uns dos outros.  

A guerra de propaganda nas redes sociais alimenta as atrocidades? 
Sim. Esse  o primeiro conflito armado duradouro com alta participao das redes sociais. Na Guerra do Iraque, isso no existia. O cnsul da Sria, logo no comeo, disse para mim que os rebeldes colocavam imagens de uma cidade destruda como se fosse de outra. Era verdade. Essas manipulaes tm efeito no campo de batalha e nas decises polticas. Por isso, h profissionais plantando vdeos e falsificando imagens na rede. O YouTube no  confivel e, para ns, isso  um problemo. Na ONU, no podemos comprar gato por lebre. Em nossos relatrios, s usamos informaes que confirmamos independentemente. 

Que eventos da guerra mais afetam o senhor, pessoalmente? 
A forma como as crianas so atingidas. No pode haver nada pior do que isso. Elas tm sido vtimas de uma multiplicidade de fatores. O primeiro, mais grave, so os bombardeios contra reas residenciais. Imagine uma famlia dormindo em sua casa e, de repente, uma bomba cai e explode tudo. Nem os rebeldes nem as foras do governo fazem distino entre alvos militares e reas civis. A artilharia mata mesmo bebs e crianas. Outras ficam feridas, amputadas. Como o atendimento mdico  precrio ou inexistente, a situao  ainda mais alarmante. O segundo fator  o colapso do sistema de educao. H 2 milhes de crianas sem conseguir ir  escola  temos relatos incrveis de pais falando da desonra de no conseguir educar os filhos. O terceiro  que elas representam uma boa parte dos refugiados. A cada dia, 1500 meninos e meninas deixam o pas, de um total de 6500 pessoas. A vida deles, fora de casa e do seu pas,  bastante sofrida. No incio, tambm ocorreram torturas contra crianas. H vrias delas presas em celas com adultos rebeldes. Estamos negociando com o governo para solt-las. Um quadro mais aterrador  difcil de imaginar. 

O senhor perdeu o sono ou a f na humanidade depois de tomar conhecimento de tanta selvageria? 
A minha reao pessoal no conta. Se algum na minha posio comea a ficar sensvel demais, no consegue pensar. Tambm no perdi a f na humanidade. O que me salva  que acredito na negociao e na diplomacia. Os valores do dilogo, em qualquer momento, so vlidos. Para que o dilogo acontea,  importante no destruir o interlocutor. Fazer isso seria dar um tiro no prprio p. Se eu me deixar abater ou ficar deprimido, no conseguirei contribuir para resolver o problema. 

Os inspetores da ONU confirmaram o uso de armas qumicas na Sria. Por que esses armamentos so considerados mais horrveis do que os convencionais? 
Os horrores da I Guerra transformaram o arsenal qumico em tabu, em parte porque  muito difcil controlar o seu alcance e efeito. Quando se d um tiro de canho ou de fuzil, os alvos so mais precisos. O presidente americano Barack Obama queria impedir o uso de armas qumicas por causa do seu impacto sobre a populao civil. Mas a verdade  que o conflito j alcana crianas e famlias inteiras. A maioria das vtimas fatais at agora no so soldados ou rebeldes, mas civis. 


4. MALSON DA NBREGA  SOBRE A AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL
     H sinais de interferncia poltica no Banco Central, interrompendo a autonomia operacional que desfrutava nos governos FHC e Lula. Isso reduz tanto sua credibilidade quanto a capacidade de coordenar expectativas, o que  fundamental para o exerccio de sua mais nobre funo, a de preservar a estabilidade da moeda. 
     At a primeira metade do sculo XX, era comum a adoo do padro-ouro, no qual a moeda se expandia ou se reduzia conforme o estoque do metal. Eficaz no controle da inflao, esse regime no tinha a flexibilidade das atuais polticas monetrias. Por isso, alternavam-se momentos de crescimento com outros de forte contrao do PIB. O desemprego aumentava, mas no havia proteo aos trabalhadores. O surgimento de sindicatos contribuiu para o fim do regime e da crena de que a recesso purgava distores e preparava a reanimao da economia.  
     Com o abandono do padro-ouro, a moeda e a taxa de juros passaram a depender do banco central. Havia o risco de irresponsabilidade na poltica monetria e de descontrole da inflao. Episdios de hiperinflao como o da Alemanha nos anos 1920  que concorreu para formar o ambiente do qual emergiria Hitler  justificaram a atribuio, ao banco central, de autonomia para formular e conduzir a poltica monetria. Evitar-se-iam, assim, aes polticas para estimular artificialmente a economia com fins eleitorais, o que depois traria mais inflao e menos crescimento. 
     Na Amrica Latina, a viso sobre o papel dos bancos centrais demorou a se enraizar. Eles surgiriam apenas a partir dos anos 1930. Antes, suas atribuies cabiam a outras organizaes. Aqui, esse papel era do Banco do Brasil. De 1945 em diante, o BB dividiria responsabilidades com a Superintendncia da Moeda e do Crdito (Sumoc). O Banco Central seria instalado em 1965. 
     Em 1990, a Nova Zelndia criou o regime de metas para a inflao, seguida de outros pases, inclusive o Brasil (1999). Um governo eleito lixa as metas, e o banco central tem autonomia, prevista em lei, para persegui-las. Seus diretores tm mandato fixo. Via relatrios, o banco presta contas ao Executivo, ao Legislativo e  sociedade. Seu presidente comparece periodicamente ao Congresso. 
     Na Amrica Latina, era comum a interferncia poltica na ao do banco central, considerado instrumento conveniente  disposio dos governos. Da a inflao crnica e elevada, que em muitos pases acarretou desarranjos econmicos, tenses sociais e crises institucionais. Em alguns casos, sobrevieram regimes autoritrios. Na dcada de 90, em meio  democratizao e a esforos anti-inflacionrios, a maioria desses pases aprovou leis de autonomia operacional de seu banco central. As excees so Brasil, Repblica Dominicana e Guatemala. 
     Por razes polticas, a lei se tornou letra morta em muitos lugares, com destaque para a Argentina e a Venezuela. No Brasil, o xito do Plano Real fez do BC, na prtica, um dos mais autnomos bancos centrais da regio. Esse status dependia, entretanto, da vontade pessoal de FHC e de Lula, em virtude da percepo de ambos sobre o valor da estabilidade e do papel do BC em preserv-la. Constitua uma ddiva de dois homens movidos por razes pragmticas ou convico, e no um imperativo da lei. Com Dilma, esse compromisso foi abandonado. 
     O atual governo parece professar a crena, tpica da velha esquerda latino-americana, de que a autonomia  uma ideia neoliberal, contrria aos objetivos de impulsionar o desenvolvimento. Convenhamos, a crena  abraada pela maioria da classe poltica e por boa parte do empresariado e de formadores de opinio, que apoiam a interferncia poltica no BC. 
     A experincia internacional prova que a autonomia por lei amplia a capacidade do banco de ancorar expectativas, o que reduz os custos do combate  inflao. Mesmo quando a autonomia existe na prtica, a confirmao em lei eleva essa capacidade. Foi o que ocorreu no Reino Unido quando o primeiro-ministro trabalhista Tony Blair submeteu ao Parlamento, logo depois de eleito, em 1997, projeto de lei de autonomia ao Banco da Inglaterra. A taxa de juros caiu em seguida. Isso tambm precisa acontecer no Brasil.


5. LEITOR
CAPA DE VEJA
Impressionante a sintonia de VEJA com os leitores. Ao ver a edio 2340 (25 de setembro) tive a sensao de estar esperando por essa capa.
Luiz ANTONIO ALVAREZ
S]ao Pauto, SP

A capa de VEJA nos diz tudo: a Justia est envergonhada!
HAMILTON FERRAZ FERREIRA
Cajamar, SP

A emblemtica capa retratou perfeitamente a derrocada de uma instituio na qual os brasileiros ainda depositavam alguma esperana, para o bem e para o mal.
MARCELO DE MORAIS RIBEIRO
Rio de Janeiro, RJ

Fantstica a criatividade da capa de VEJA, com alta dramaticidade. A "fotografia do silncio" traduz o sentimento de desesperana do brasileiro em relao  nossa questionvel Justia.
HEITOR ROSA
Goinia, GO

A melhor capa do ano! Sensacional, representativa, triste, preocupante.
PAULO ROBERTO CORRA
So Paulo, SP

VEJA conseguiu sintetizar a realidade da Justia brasileira: uma velha senhora vendada, cega, acabrunhada, perdida na escurido e sem aptido para punir e prender.
EDSON RIBEIRO
Belo Horizonte, MG

Capa soberba, fantstica. Di na alma.
SULEYMAR ARCHIBALD
Goinia, GO

O 18 de setembro de 2013 ficar marcado como o dia em que Tmis, a deusa guardi dos juramentos dos homens e da lei, se envergonhou ("A Justia se curva. Os mensaleiros riem", 25 de setembro).
CARLOS ALBERTO LIMA
Florianpolis, SC

Tudo parece um pesadelo. Que patrimnio moral vamos deixar para nossos filhos e netos...?
RUI TOMAZ FRRER
Jaguaretama, CE

No STF, tanta pompa, erudio jurdica, elogios recprocos, mas... prevaleceu a tese do 'jeitinho brasileiro', da plebe inculta.
EDSON ANTONIOLI
So Bernardo do Campo, SP

 O STF frustrou a nao brasileira, dando  quadrilha de mensaleiros uma nova oportunidade de defesa.
CELSON FERREIRA
Lauro de Freitas, BA

At tu, "supremus"?
ROBERTO MATHIAS
Salvador, BA

Que indignao imaginar a comemorao dos corruptos com o voto do ministro Celso de Mello.
LCIO DE ARAJO N. GAMA FILHO
Belo Horizonte, MG

No Brasil, a Justia tarda... e falha!
CYD VISALLI DE LUCENA
Florianpolis, SC

No nego o brilhantismo do voto do decano da Suprema Cone, ministro Celso de Mello. Independentemente disso, as sesses viraram teatro, desfile de vaidades, um tal de quem fala mais bonito e encanta o pblico.
ROBERTO CURT DOPHEIDE
Blumenau, SC

Como magistrado (sou desembargador do Tribunal de Justia de Minas Gerais), no posso entrar no mrito, ou demrito, da deciso do STF. Contudo, ningum atentou para o fato de que os brilhantes advogados dos rus da Ao Penal 470, com o respeitvel respaldo da maioria dos ministros da corte, convalidaram a existncia dos embargos infringentes. Invocaram o regimento interno do tribunal, de 1980. A Constituio de 1969, do regime militar, conferia poderes ao STF para criar procedimentos e recursos no seu regimento interno. At pouco tempo atrs, a legislao oriunda do regime militar era considerada "entulho autoritrio". A Lei 8038, de 1990, elaborada no regime democrtico, no previu os embargos infringentes. Ento, s puderam mesmo resgat-los naquele "entulho".
ROGRIO MEDEIROS GARCIA DE LIMA
Belo Horizonte, MG

Pular muro de presdio  coisa para amadores; embargos infringentes so para profissionais.
DANIEL TISSO
Lorena, SP

Parabenizo o ministro Celso de Mello pela coragem de contrariar o clamor pblico brasileiro, aceitando a validade dos embargos infringentes, mesmo sabendo do vendaval que iria atingi-lo posteriormente. Por todo lado, s se veem o achincalhamento dos rus e o grito de condenao, como se isso fosse sinnimo de justia. Se a opinio pblica brasileira quer ditar normas nas decises dos ministros da mais alta corte do Judicirio do pas, ento serremos as portas do STF.
OSVALDO ALVES FONTENELLE
Goinia, GO

A rigor, os chamados "mensaleiros" nem precisariam amargar anos de cadeia. Se devolvessem o que foram acusados de desviar dos cofres pblicos  centavo por centavo, em valores corrigidos  e tivessem todos os direitos polticos cassados, eternamente, j estaria de bom tamanho.
VALDIR LBERO
Salto, SP

CARTA AO LEITOR
A Carta ao Leitor "A justia falhou" (25 de setembro) desta semana conseguiu expressar todo o meu sentimento de desamparo. Depois do voto de Celso de Mello, o que me restou foi chorar numa tentativa de esvaziar meu corao da desiluso e da raiva que o contaminou.
CLAUDIA LUCAS FROIO
So Paulo, SP

A Carta ao Leitor de VEJA retratou fielmente os sentimentos da populao. Justia falha e decepcionante.
ADIB MIGUEL EIP
So Paulo, SP

Na Carta ao Leitor, VEJA d o dimensionamento do nimo do brasileiro que cumpre as leis. Temos de nos indignar com o que aconteceu. O voto do ministro Celso de Mello foi altamente tcnico, mas no deixou de ser decepcionante e bizarro diante da evidncia dos crimes cometidos pelos rus. O dia 18 de setembro de 2013 ser uma data inesquecvel para os brasileiros cumpridores da lei, pois o Supremo Tribunal Federal oficializou o Dia da Impunidade no pas.
CSAR MARCELO DE O. PAIVA
So Lus, MA

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO
A perversidade dos embargos infringentes aplicados aos mensaleiros  destacada por Roberto Pompeu de Toledo no artigo "Dupla perversidade'' (25 de setembro)  no incide, apenas, em eternizar um julgamento, mas em reiterar a to consolidada tese de que, no Brasil, a impunidade est acima de qualquer escrpulo.
AMANDA SILVEIRA DIMBARRE
Curitiba, PR

RODRIGO JANOT
Muito esclarecedora a entrevista com o novo procurador-geral da Repblica, Rodrigo Janot (''O Ministrio Pblico fez sua parte", 25 de setembro). Diz ele, com a mesma seriedade de Celso de Mello, que "acha'" no haver risco de prescrio dos crimes do mensalo. Se o prprio procurador, o defensor da sociedade, tem dvidas, o que diro os seis ministros que aceitaram os infringentes? No meu pauprrimo latim, diro "in dbio pro reo"!
PAULO ROBERTO SANTOS
Niteri, RJ

Parabenizo antecipadamente o novo procurador-geral da Repblica, Rodrigo Janot, pelas aes que se prope a realizar, enfatizando que o combate  corrupo ser prioridade de sua gesto.
ZILDA DE MELO PERES
Braslia, DF

LYA LUFT
A admirvel Lya Luft, com o artigo "Bandeira preta, foi quem melhor expressou o desencanto, a frustrao e a revolta dos brasileiros ante o julgamento do STF.
DORANY SAMPAIO
Recife, PE

Minha bandeira do Brasil est com uma fita preta na lateral, exposta na minha varanda. Sou um dos que pensam, e por pensar sei que no ser fcil convencer os poderosos de que o Brasil tem jeito.
EDGARD LUIZ DA CUNHA FRANA
Curitiba, PR

Lya sabe bem o que diz, e a maioria dos brasileiros tambm: gritam por justia, respeito, moral, tica e honestidade.
CLEONEIDE BRAGA CARVALHO
Goinia, GO

ELEIES
A respeito da nota "O vice de Padilha'' (Radar, 25 de setembro), gostaria de esclarecer que o ex-presidente Lula no me ''ofereceu'' a possibilidade de disputar a vice-governana de So Paulo na chapa do ministro Alexandre Padilha; na verdade, houve apenas uma sondagem a respeito, que no partiu do ex-presidente, e sim de amigos meus ligados ao Partido dos Trabalhadores.
ROBERTO RODRIGUES
Engenheiro-agrnomo e ex-ministro da Agricultura
So Paulo, SP

ESPECIAL VEJA 45 ANOS
Magistral a edio especial VEJA 45 Anos (setembro de 2013). Sinto-me privilegiado por ser leitor assduo, assinante e colecionador de VEJA e por ter comprado a edio nmero 1, quando tinha 20 anos (fao aniversrio no dia 17 de setembro) e era estudante pr-universitrio e bancrio no Recife (PE). Hoje, 45 anos depois, sou advogado residente em Campina Grande e, durante todo esse tempo, tenho viajado semanalmente pelas pginas de VEJA, que  indispensvel pela imparcialidade na divulgao da verdade factual. Considero um verdadeiro tesouro o meu acervo das 2340 edies de VEJA, acrescidas das edies extras e especiais.
MARCOS ROBERTO DE GOES BELFORT
Campina Grande, PB

VEJA se consolida a cada edio como uma "guardi da democracia no Brasil". Acompanhei ao longo desses anos a forma mais correta de fazer jornalismo, com total iseno e transparncia.
GILDO BARBOSA ANDRADE
Itabuna, BA

Sou empresrio, conselheiro do Jornal de Santa Catarina e leitor de VEJA. Durante quase cinco dcadas venho acompanhando fatos marcantes da histria de nosso pas e do mundo atravs desta revista, que considero uma das maiores e melhores de todos os tempos. Tenho 67 anos, sou assinante de vrios veculos de comunicao, mas nos ltimos 45 anos VEJA tem sido a fonte de informao semanal que me acompanha desde a sua primeira edio, que guardo junto com todo o meu acervo histrico de jornais e revistas.
FERNANDO CONINCK
Itaja, SC

Histrica a edio especial 2340 de VEJA. Uma relquia que guardaremos como fonte de consulta para os nossos filhos. Parabns a VEJA por 45 anos de informaes a favor do povo brasileiro.
DRUMONTIE SIDARTA DINIZ
Sorriso, MT

Em que pesem diferenas ideolgicas, meu reconhecimento a toda a equipe da revista, pelo respeito e seriedade com os leitores durante esses 45 anos.
FRANCISCO SOARES DE SOUSA
So Paulo, SP

H 45 anos, a minha primeira professora de histria no ensino mdio comunicava em sala de aula que estava sendo lanada no Brasil uma nova revista informativa chamada VEJA. Entretanto, fez a recomendao de que no deveria ser comprada nem lida, pois era "subversiva". Hoje, professor universitrio, utilizo reportagens de VEJA como valiosos instrumentos para o debate. Parabns.
WILTON LISBOA LUCENA
Penedo, AL

H muitos anos, em frente a um campo de futebol em Santos, havia um imenso outdoor no qual se lia: "Leia VEJA no domingo e seja um crtico na segunda!". Nossa, aquilo criava um turbilho dentro da, minha mente. Que vontade enorme de poder l-la. Tempos difceis... e a leitura ficava apenas nos sonhos. Felizmente j sou assinante de VEJA h mais de dez anos e, no fim de semana,  uma disputa em casa para ver quem vai peg-la primeiro e poder ser o melhor crtico na segunda-feira.
HEBE GOMES DORADO
Praia Grande, SP

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

VIVER BEM
ENEIDA RAMOS
ORGNICOS
Consumir alimentos orgnicos ainda  mais caro, embora seja menos do que j foi, mas os benefcios so muitos e compensam. No blog, nove motivos para preferir frutas, verduras e legumes sem agrotxicos. www.veja.com/viverbem

QUANTO DRAMA!
PATRCIA VILLALBA
AMOR  VIDA
Jos Wilker ganha um personagem em Amor  Vida. Ele ser Herbert, novo diretor clnico do hospital e amigo de outros carnavais de Csar (Antnio Fagundes). www.veja.com/quantodrama

COLUNA
RICARDO SETTI
EXEMPLO
Como se costuma dizer, o exemplo vem de cima. No caso do Brasil, sempre um mau exemplo. Qual foi a primeira medida do novo procurador-geral da Repblica, Rodrigo Janot? Garantir a seus pares o direito a viajar de classe executiva. www.veja.com/ricardosetti

SOBRE PALAVRAS
SRGIO RODRIGUES
ALUNO
A palavra aluno veio do latim alumnus, "criana de peito, lactente, menino" e, por extenso de sentido, "discpulo". O verbo ao qual se liga  alere, "fazer aumentar, nutrir, alimentar"'. www.veja.com/sobrepalavras

TEMPORADA
GORDON SEM BATMAN
O comissrio James Gordon, personagem que desde sua criao, em 1939, jamais deixou de ser coadjuvante, finalmente ser o foco principal de uma produo. A Fox planeja uma srie de TV sobre a juventude do policial em Gotham City, tempo em que ele combatia os viles da cidade sem a ajuda fundamental do homem-morcego. O projeto foi desenvolvido por Bruno Heller, do seriado The Mentalist. www.veja.com/temporada

RODRIGO CONSTANTINO
POLTICA VIROU NEGCIO
H dois novos partidos oficiais no Brasil: Pros e Solidariedade. J so mais de trinta no total. E os dois novatos nascem com direito a 600.000 reais antes de disputar qualquer eleio. O fundo partidrio  uma mina de ouro para muitos partidos pequenos que mais parecem negcios particulares. E o tempo de TV  tima arma de troca fisiolgica tambm. Como evitar a transformao de partidos em negociatas? Muitos sugerem clusulas de barreira. A ideia  que o partido mostre representar parcela razovel da populao brasileira. Ou seja, se no chegar a 5% dos votos no Congresso nem tiver certa capilaridade nacional, no compartilhar do bolo, ou ter acesso a um segundo bolo bem menor. www.veja.com/rodrigoconstantino

SOBRE IMAGENS
COLEAO ROGER-VIOLLET
Colees fotogrficas guardam e preservam a histria. Algumas empreitadas para juntar esses pedaos do tempo se transformam em verdadeiros tesouros.  o caso da Coleco Roger-Viollet, criada em 1938 pelo casal francs Hlne Roger-Viollet e Jean-Victor Fischer. Com mais de 6 milhes de fotografias, que englobam imagens do perodo entre 1880 e 1970, a coleo  muito requisitada por revistas, publicaes e agncias de notcias. www.veja.com/sobreimagens

 Est pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com

7. EINSTEIN SADE  COLESTEROL ALTO EM CRIANAS
Problema afeta um nmero crescente de jovens, aumentando o risco de doenas cardiovasculares no futuro.

     Alimentao rica em gorduras saturadas e falta de atividade fsica so os principais fatores que tm feito crescer o nmero de crianas e jovens com colesterol alto. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o problema afeta pelo menos 20% da populao entre 2 e 19 anos  e alguns estudos chegam a apontar 30%. Uma pequena parte tem a alterao em funo de herana gentica. Mas na imensa maioria dos casos  um problema adquirido em razo do estilo de vida. Trata-se de uma legio de futuros adultos que estaro precocemente expostos s doenas cardiovasculares.  
     Nos casos de origem gentica sem tratamento, 25% dos homens aos 40 anos j tero sofrido enfarte ou morrido em decorrncia de alguma dessas doenas. Aos 50, o ndice sobe para 50%. As mulheres, que so mais protegidas pelos hormnios femininos, ficam mais vulnerveis aps a menopausa. Aos 50 anos, 12% tero tido algum problema cardiovascular decorrente do colesterol alto no tratado.  
     Em crianas e jovens,  considerado "alto" nvel de LDL (o chamado "colesterol ruim") acima de 130 mg/dl. Mas ele preocupa mais acima de 190 mg/dl ou de 160 mg/dl quando associado a outros fatores de risco como tabagismo, presso alta, diabetes e obesidade.  
     Os casos de colesterol alto adquirido so, na maioria das vezes, revertidos com a mudana de hbitos alimentares e prtica de atividade fsica. Os quadros mais graves costumam ser os de origem gentica, que atingem 1 em cada 500 crianas, sendo mais comuns nos grupos em que h muitos casamentos consanguneos. Nesses casos, as pessoas esto expostas a nveis de colesterol mais altos desde o nascimento. Mesmo com um estilo de vida saudvel, elas esto mais propensas a produzir e acumular mais colesterol.  
     O tratamento depender do nvel de alterao do colesterol, presena de outros fatores de risco e histrico familiar. Em alguns casos, poder ser necessrio o uso de medicamentos como as estatinas, que podem ser administradas a partir dos 10 anos de idade.  
     Colesterol alto  um problema silencioso e deve ser monitorado desde cedo. A recomendao  fazer o controle a partir dos 10 anos  ou antes disso, a partir dos 2 anos, se houver na famlia outras pessoas com colesterol alto ou casos de doenas cardiovasculares em idade jovem. Diagnstico e tratamento precoces do colesterol alto so fundamentais para evitar doenas mais graves na vida adulta. Por isso, as famlias devem se conscientizar:  desde a infncia que o colesterol precisa ser controlado. 

Saiba mais sobre este e outros assuntos no site www.einstein.br
Sugira o tema para as prximas edies: paginaeinstein@einstein.br
Sua sade  o centro de tudo.
f/hospitalalberteinstein
t@/hosp_einstein
Youtube/HospitalEinsten

Responsvel Tcnico:
Dr. Miguel Cendoroglo Neto - CRM: 48949

